Análises dos discrusos de grupos internacionais de palhaços hospitalares na assistência à saúde infantil, através do IRAMUTEQ
Analisar a atuação de palhaços de hospital em diferentes contextos socioculturais e sua contribuição para a humanização do cuidado pediátrico é o objetivo deste estudo. A hospitalização, frequentemente marcada por uma atmosfera técnica e impessoal, ignora a dimensão afetiva dos pacientes, em especial das crianças. A metodologia adotada foi qualitativa, com análise lexical por meio do software IRAMUTEQ, a partir de discursos de grupos de palhaços hospitalares atuantes no Oriente Médio, América do Sul e Europa Ocidental. Os principais resultados indicam que, no Oriente Médio, os palhaços são integrados como profissionais da saúde; na Europa Ocidental, promovem o protagonismo infantil no processo de hospitalização; e, na América do Sul, atuam como figuras que ressignificam o caos hospitalar, oferecendo acolhimento em contextos de vulnerabilidade. Destaca-se ainda, na Europa, a função estratégica da 'Relação Hospital', responsável por articular o trabalho dos palhaços com a equipe de saúde. Conclui-se que a palhaçoterapia apresenta-se como estratégia efetiva de promoção da saúde emocional, fortalecendo o cuidado humanizado. Entre suas fortalezas estão a redução do estresse infantil e a melhoria das relações interpessoais no ambiente hospitalar. Como limitação, observa-se a necessidade de maior reconhecimento institucional e integração formal em políticas de saúde.
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