Ano(s): 2022/2023, 2023/2024, 2024/2025, 2025/2026
Hospital: Hospital Universitário Professor Alberto Antunes
Era uma noite fria de julho, eu corria atrás de palha de coqueiro para a palhoça junina da rua. Tocava música bem alta lá perto, tinha tudo: sanfona, triângulo, violão e todo mundo dançava junto com a quadrilha, só que eu não sabia dançar. Eu perguntei para umas oito meninas se queriam dançar comigo, mas elas nem reparavam em mim, quando reparavam, diziam que não queriam dançar com um menino baixinho que nem eu. Eu fiquei triste, fui para o canto da palhoça e fiquei escorado na cerca. Olhei para o chão, que levantava a poeira com toda a dança que eu não participava. Havia um balão bem colorido, multicor, que caiu da decoração. Pulei da cerca, peguei o balão e tentei colocar ele no lugar de onde caiu, mas era alto demais para mim. Então, eu me estiquei, mas ainda não alcançava. Estiquei-me mais e mais um pouco, até que consegui chegar na altura que queria. Na verdade, agora eu estava passando da altura. Nessa hora, percebi que o balão estava brilhando e as fitas coloridas que caiam dele estavam se enrolando no meu braço. Ele fez eu me esticar até eu ficar alto. O balão de Santo Antônio me levou para voar para ver como o céu está lindo. Logo, as pessoas do Arraiá começaram a sair para ver o que estava agora no centro das atenções. Quem perguntava o que era, rapidinho escutava: Olha Pro Céu! O balão viajou comigo até Coité do Noia e me deixou na estação do trem do Sorriso de Plantão para eu poder levar para outras crianças essa magia também.
Wandeck Emanuel
Acadêmico do curso de Medicina da Universidade Federal de Alagoas - UFAL
Drª. Sardita
Ano(s): 2015/2016
Hospital: Hospital Escola Dr. Hélvio Auto
Ela vem da terra dos sardinhas e é muito traquina. A cada traquinagem uma sarda lhe aparecia e com o tempo seus avós que lhe criaram começaram a chama-la assim.
Sua especialidade mesmo é brincar. Formada na USP (Universidade Sorriso de Plantão), ela gosta de levar a alegria da traquinagem todos os sábados para as fofurinhas do HDT.
Wanessa Pereira
Estudante do curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas - UNCISAL.
Dr. Rubino
Ano(s): 2023/2024
Hospital: Hospital da Criança
Em uma aldeia bem distante chamada Ralvania, no alto de uma montanha, onde todos os moradores eram vermelhos, nasce Rubino, diferente dos iguais e em sua própria sintonia, completamente amarelindo. O segundo filho do Sr. Rubro e da dona Alizarina, parecia um pontinho amarelo em meio a uma imensidão vermelha. Apesar de bastante amoroso, Rubino era muito tímido e tinha uma certa aversão ao protagonismo: vivia sendo constantemente atingido por comentários e olhares de profunda estranheza dos moradores, mesmo que tentasse esconder ao máximo a sua cor. Sendo introvertido, ele encontrou na fotografia uma forma de se expressar e de mostrar a eternização de momentos significativos em sua vida, mesmo que as suas habilidades fotográficas não fossem tão boas. Uma vez, ao observar a natureza, Rubino notou algo simples, mas que movimentou os seus pensamentos naquele dia. Próximo a uma rocha, haviam duas flores com cores e intensidades diferentes, uma vermelha e a outra amarela. Porém, ainda que com mesmo formato de folhas e de pétalas, um detalhe chamou sua atenção: o raio de sol atingia apenas uma delas, a vermelha. Enquanto as sombras das árvores cobriam amarela, ao olhar mais de perto, Rubino notou que havia algo de errado com um delas. A amarela, que apesar de bela, não era tão intensa e as suas pétalas não eram tão resistentes como as da vermelha. Depois de um tempo observando-a, ele resolveu afastar os galhos das árvores que a cobriam, dando àquela flor um lugar ao sol. Passados dois dias daquele acontecimento, Rubino visitou a flor novamente. Chegando ao local, notou com muito espanto a evolução daquela singela e bela flor amarela, que agora não mais pálida, e sim intensa, que agora não mais tão delicada, e sim resistente, tendo em sua cor o amarelo reluzente. Naquele momento, veio à sua cabeça, as vezes em que tentava esconder a sua cor, preferindo viver em meio à sombra, por mais que, no fundo, também quisesse um lugar ao sol. É então que Rubino começa a fazer os seguintes questionamentos: - Mas quem disse que não posso ser diferente? Por que entre todas as cores não posso escolher amar(ela)? Aos poucos, ele foi percebendo que era preciso ter coragem para ser diferente e mais ainda pra fazer a diferença. O fato de ser "estranho" não era ruim, muito pelo contrário, isso o tornou único. É então que, movido pela vontade de fazer a diferença, ele resolve ir pra Coité do Nóia aperfeiçoar suas habilidades em fotografia na Universidade Sorriso de Plantão (USP) no curso de Graduação em Eternização de Sorrisos. Depois de Graduado, saiu eternizando momentos e arrancando sorrisos daqueles que também merecem um lugar ao sol, na sua própria sintonia e sem medo de ser feliz.
Wcleriston Renan
Acadêmico do curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas - Uncisal
Dr. Tocayo
Ano(s): 2024/2025, 2025/2026
Hospital: Hospital Geral do Estado de Alagoas
Tocayo nasceu em uma animada e vibrante cidade chamada Forróbodó, que tem sua alma baseada no forró. Desde cedo, o menino demonstrou uma paixão inegável pela música, pois enquanto as outras crianças brincavam, ele preferia criar melodias imaginárias e paródias forrozeiras. Apesar de sua timidez e insegurança, ele sempre foi incentivado a seguir seu coração e, assim, ele mergulhou de cabeça no mundo da música, aprendeu a tocar instrumentos e saiu animando festas por toda a cidade. O desejo de explorar seu potencial ao máximo e espalhar alegria o levou a realizar o sonho de estudar na renomada Universidade Sorriso de Plantão (USP), em Coité do Nóia, onde conseguiu aprimorar todas as suas habilidades, graduou-se em Tocaterapia aplicada à Cantalogia, fez mestrado em Risologia e doutorado em Alegroterapia. Certo dia, quando questionado sobre seu nome ser similar a “tocador”, ele abriu o dicionário e descobriu que o significado de seu nome era "xará".Ao perceber isso, ele passou a valorizar ainda mais a importância da conexão e empatia. Atualmente, Tocayo se reúne aos sábados com seus queridos irmãos, junto a eles, pega o Trem da Alegria para visitar seus amigos e espalhar alegria por onde passam, sempre se utilizando da música, resenhas, dança e de muitas brincadeiras.
William Gomes dos Santos
Acadêmico de Fisioterapia (UNCISAL)
Dra. Iridessa
Ano(s): 2023/2024
Hospital: Hospital da Criança
Sou uma menina nascida na terra da luz. Por conta de toda a magia e amar tanto meu lugar, tornei-me uma fadinha da luz. Eu tenho muitos poderes, que vão desde fazer o sol nascer até criar um arco-íris! Mas a luz é muito importante onde ela passa, e meus poderes me permitem ajudar minhas irmãs do jardim a florescerem. E falando em jardim, se sou da terra da luz que flor seria minha favorita? Isso mesmo, o Girassol! Aquele que acompanha o Sol em qualquer lugar que ele vá. Sou atenta e adoro fazer as coisas direitinho, como falei anteriormente, um dos meus poderes é criar um arco-íris e por isso minha atividade favorita é colorir. Como gosto muito disso, com 8 anos, vim de jangada para Coité do Noia para cursar Coresterapia e Brilhologia na Universidade Sorriso de Plantão (USP). Depois de Graduada, saí espalhando muita luz e colorindo tudo que podia para deixar todos os lugares mais alegres e vibrantes. E a cada quinze dias, uno-me com meus irmãos, pegamos um Trem para levar alegria a pessoas muito especiais.
Williana Amorim
Acadêmica do curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas - Uncisal
Drª. Tra La Lá
Ano(s): 2017/2018
Hospital: Hospital Universitário Professor Alberto Antunes
Em meio a uma enxurrada de muito amor, conversação e musicalidade de Dona Tagarela e Seu Sintonia, surgiu a Drª. Tra La Lá.
Uma garotinha viajante de um mundo encantado, veio morar em Coité do Noia pois descobriu um trem fabuloso. Neste trem de muitos risos, soube da USP (Universidade Sorriso de Plantão), onde, a fim de espantar toda tristeza do mundo, se especializou em musicoterapia e besteirologia.
Ama conversar e canta sem parar, além de brincar, pintar e dançar, leva alegria, sorrisos e muito amor, em uma fantástica harmonia por todo lugar aonde ela for.
Yasmin Emiliano
Acadêmica de Enfermagem da Universidade Federal de Alagoas - UFAL
Dra. Lyrarte
Ano(s): 2025/2026
Hospital: Hospital da Criança
Um dia, na cidade de Artelândia, o casal seu Músico e dona Pintura estavam cuidando de seu jardim quando encontraram uma semente diferente que eles nunca tinham visto antes, e pela curiosidade, decidiram plantar. Todos os dias eles regavam a semente e dela surgiu uma lírio, mas uma lírio diferente: as suas pétalas mudavam de cor e dela saia música. O casal ficou encantado e imediatamente a amaram como uma filha. Numa noite de primavera o casal acordou assustado por um barulho alto que vinha do jardim. Da querida lírio, saía um brilho muito forte que, ao desaparecer, no lugar da flor, transformava-se em uma menina de cabelos cacheados e de nariz vermelho. Nascia Lyrarte. Por observarem que a menina tinha habilidades artísticas, eles decidiram a ensiná-la algumas coisas. Seu Músico explicou a ela sobre notas e ritmos, enquanto dona Pintura a ensinou sobre as cores e os tipos de tinta e Lyrarte amava arte e sempre estava suja de tinta e cantarolando alguma música. Um dia seu músico começou a tocar desafinado e, para alegrá-lo, Lyrate começou a usar de sua arte vendo que isso funcionava. Quando seu pai não precisou mais dela, decidiu procurar outro lugar. Daí, encontrou a Universidade Sorriso de Plantão, juntando-se aos seus irmãos de nariz vermelho.
Yasmin Lyrio Santos Correia
Acadêmica do curso de Medicina do Centro de Estudos Superiores de Maceió - Cesmac
Dra. Girafita
Ano(s): 2023/2024, 2024/2025
Hospital: Hospital Geral do Estado de Alagoas
Em um pequeno vilarejo chamado São Miguel do Laço de Fita, todos os seus habitantes possuem desde seu nascimento um laço que os definem. Nesse lugar, morava uma pequena, na verdade, nem tanto, pois era uma criança de apenas seis anos, chamada Girafa Laço de Fita da Conceição. Mas, como seu nome era muito grande, sua mamãe a chamava de Girafita. Ela sempre foi uma criança muito inteligente, elétrica, que gostava muito de brincar e amava abraços. Muitos tinham curiosidade de saber o porquê de seu nome tão diferente. A resposta vinha de uma tradição da família Conceição, que colocava o nome da criança a partir da antiga crença, que quando a grávida não realizava seu desejo, sua filha nascia com as características desse desejo não realizado. Assim, surgiu seu nome especial, pois sua mãe, Rosé Laço de Fita da Conceição, durante sua gestação estava com muito desejo de abraçar uma girafa, como não foi realizado, nasce Girafita: uma menina marcada pela sua altura e pelas suas sardinhas, semelhante a uma girafa. Seu vilarejo era bem próximo à cidade Coité do Nóia, Girafita sempre ficava curiosa com o barulho do trem que sempre aos sábados ressoava na cidade. Qual o destino daquele Trem? Em seu aniversário de seis anos, essa gigante criança pediu de presente à mamãe Rosé uma oportunidade de conhecer esse trem tão misterioso. Quando chegou, Girafita se encantou com toda a magia e alegria daquele Trem. Conheceu a faculdade Universidade Sorriso de Plantão (USP), formou-se em Brincadeirologia, especializou-se em Abraçoterapia e aprendeu cada vez mais como um abraço pode melhorar nosso dia. Agora, aos sábados, Girafita embarca naquele tão esperado trem com o objetivo de levar alegria a todos que passam.
Yasmin Reisert
Dra. Fuxico
Ano(s): 2024/2025, 2025/2026
Hospital: Hospital Escola Dr. Hélvio Auto
Fuxico, filha de Evabel e Seu Apinazé, é uma bonequinha de pano criada em conjunto por sua família de artesãos feita de crochê, fuxico, filé, alguns retalhos e de uma caixinha de música, dada a ela por um músico mágico que a deu voz e vida após um desejo de sua família de reunir todo o amor e doação colocado em cada peça de artesanato em uma arte só. Ela vem da cidade de Tudo Azul, no mundo da imaginação, onde, enquanto era criada, aprendeu o valor da arte como terapia e como o amor pode mudar o mundo, afinal, era feita inteiramente do amor daqueles que a criaram. Descobriu, então, que esse novo mundo em que ela havia despertado se chamava Coité do Nóia e nele existe um lugar que todos chamam de Faculdade, a Universidade Sorriso de Plantão (USP), onde um grupo de pessoas, como sua a família, uniam-se para doar seu tempo ao outro e espalhar alegria. Eles mesmos eram uma grande família, e ela, ao decidir entrar nessa tal de Faculdade, ganhou muitos irmãos e irmãs que também acreditavam no poder que o afeto tem de transformar vidas. Ela aprendeu matérias como Risologia, Besteirologia e Carinhologia e tornou-se especialista em resgatar e acolher a criança interior de cada um que encontra o seu abraço. Fuxico entendeu o que era ter vida quando junto de seus irmãos trouxe a alegria de estar vivo para corredores vazios, sabia que havia encontrado seu lugar, que teria uma missão muito importante a cumprir, mesmo longe de casa e com saudade de todos. Fuxico não se afugentou, pois encontrou no Sorriso de Plantão uma família que dividiria a missão de florir essa terra com o mais puro dos sentimentos, a alegria.
Yasmin Rodrigues de Medeiros
Dra. Ipanema
Ano(s): 2024/2025
Hospital: Hospital da Criança
Ipanema nasceu das praias deslumbrantes e das vibrantes musicalidades da cidade maravilhosa, também conhecida como Rio de Janeiro. Filha da Sra. Copacabana e do Sr. MPB, ela aprendeu a dançar antes mesmo de dar seus primeiros passos. O seu coração batia ao ritmo do samba e seus pés ansiavam por se movimentar como o vento que balança as palmeiras do litoral. Com um pai que respirava música e uma mãe que deslumbrava seus passos nas passarelas do Carnaval, ela encontrava seu refúgio nas movimentadas avenidas da cidade. Sob o olhar benevolente do Cristo Redentor, um dos seus pontos turísticos favoritos, ela se entregava à dança com uma leveza e graciosidade que pareciam ecoar a própria essência da cidade. Ali, entre risos e acordes alegres que enchiam o ar, Ipanema se sentia em casa. Apesar disso, quando recebia cartas saudosas de seus avós, sempre se perguntava sobre suas raízes. Essa curiosidade a impulsionou a explorar novos horizontes e a se reconectar com suas origens. Dessa forma, embarcou em uma jornada até Coité do Nóia e logo conheceu a Universidade do Sorriso de Plantão (USP), lugar em que a paixão pela arte e o amor de seus pais deu-se início. Encantada com as memórias que surgiram naquele lugar, através das infinitas histórias contadas pelos seus pais, ela decidiu seguir os passos de sua família. Iniciou seus estudos cursando Ritmologia do Coração e Batucadas de Alegria, mas se tornou doutora mesmo em Sequências de Risadas e Bagunça Organizada. Após se formar, conheceu a palhaça Florzinha Jardins, que a convidou para embarcar no Trem da alegria e colocar em prática todos os seus ensinamentos. Assim, ao lado de seus irmãos palhaços doutores, Dra. Ipanema leva esperança e transforma sorrisos com sua arte, compartilhando espaço e palhaçadas enquanto viajam juntos.
Yasmin Silveira Rebouças
Acadêmica do curso de Medicina da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas - Uncisal
Dra. Lanterna Mágica
Ano(s): 2023/2024
Hospital: Hospital Metropolitano de Alagoas
A Dra. Lanterna Mágica nasceu em um reino encantado comandado por lanternas que espalham arte e diversão, chamado Lanterlândia. Filha única de Audrey e Almodóvar Monroe, ganhou este nome em homenagem à lanterna que comandava seu reino antes dela nascer. Mesmo bem pequenininha e toda espevitada, expressava os seus dons pelo cinema e pela atuação. A partir dos seus dotes artísticos, de sua doçura e de sua felicidade, todos acreditavam que ela era a menina capaz de trazer a alegria de volta e quebrar a maldição que foi instaurada quando a lanterna desapareceu deixando todo o reino triste. Quando completou 7 anos de idade, o sonho de todo mundo se tornou realidade. Uma claquete brilhante apareceu no quarto segurando o objeto que todos aguardavam ansiosamente para ver de novo. Ao pousar, disse: “no dia mais claro, na noite mais densa, a maldição acabará e a arte vencerá, todo aquele que duvidar da nossa nova menina o poder da lanterna mágica enfrentará”. Assim, LanLan, que canta, atua, anda de perna de pau e faz tudo aquilo que você nem imagina ser real, recebeu a lanterna e a missão de continuar levando a arte do cinema para todos. E assim ela decidiu pegar um trem e se mudar para Coité do Nóia para estudar na Universidade Sorriso de Plantão (USP). Lá, ela tem conhecimentos sobre Teatroamorlogia, Cinesorriso e Músicontente. Seu reino agora é muito mais feliz, sabendo que essa menininha exploradora percorre os hospitais e o mundo para levar arte, luz e alegria a todos.
Ysllanne Trindade
Acadêmica do curso de Serviço Social da Universidade Federal de Alagoas - Ufal