Ano(s): 2017/2018
Hospital: Hospital Geral do Estado de Alagoas
Drª. Bloom nasceu no país Feliz, é filha do rei Carinhoso e da rainha Ternura. Logo após seu nascimento, o rei e a rainha decidiram que Bloom deveria viajar para o país dos Sorrisos para conhecer seus primos e irmãos que moram na cidade da Amizade. No meio do caminho, Bloom se encantou pela estrada das brincadeiras que levaria para a cidade de Coité do Nóia.
Em meio a tantas pinturas, quebra-cabeças, bolinhas de sabão e massinha de modelar, Bloom descobriu que não queria mais voltar para sua cidade natal e preferiu ficar junto com seus irmãos em Coité. Lá ela cursa Besterologia na USP e aprende todo dia novas maneiras de ser feliz e arrancar risadas de todos a sua volta.
Eryca Thaís
Estudante de Medicina da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas - UNCISAL
Dr. Canta Comigo
Ano(s): 2023/2024
Hospital: Hospital Metropolitano de Alagoas
Filho de Dona Cantarolar e Seu Partitura, Canta Comigo nasceu na cidade de CantaCity e sempre teve o sonho de ser um cantor muito famoso e sair cantando pelo mundo a fora. Em busca de seu sonho, seus pais decidiram se mudar para o Coité do Noia, pois diziam que lá o seu sonho de ser cantor iria se realizar. Logo, quando eles chegaram, Canta Comigo costumava cantar em todos os lugares onde ia, mas, infelizmente, nunca teve a oportunidade de se apresentar em um grande palco. Porém, isso nunca deixou ele desanimar, porque sempre pegava o seu microfone e o violão, onde saía cantarolando pra lá e pra cá. Com o passar do tempo, Canta Comigo conseguiu uma bolsa de estudos na Universidade Sorriso de Plantão (USP), graças a sua cantoria. Lá, ele formou-se em Cantologia de Amor e Carinho, fez Mestrado em Musicologia Aplicada à Ternura e fez seu Doutorado em Microfonia de Abraços. Desde então, já agora Dr. Canta Comigo vive alegrando as vidas das pessoas de sua cidade. Por onde ele e a sua banda “Inimigos do Ritmo” passam, é só alegria e felicidade. Hoje, o Dr. Canta Comigo pode não ter se tornado um cantor famoso, mas a sua música e a sua bondade conseguiram tocar muitos corações e sempre soube que, no final das contas, isso era tudo o que realmente importava.
Esmael Almeida
Acadêmico do curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas - Uncisal
Dra. Tchuthuê
Ano(s): 2023/2024
Hospital: Hospital Geral do Estado de Alagoas
Nascida no estado de Musicolândia, filha do Sr. Requebra, um famoso carpinteiro da região, Tchutchuê era uma boneca de madeira que vivia sozinha em um vilarejo chamado "Pé de Serra". Por não possuir nenhum talento musical, a pobre boneca foi deixada em um jardim repleto de borboletas que, diferente dela, cantavam e dançavam. Para Tchutchuê, dançar era proibido. Não por lei, mas por vergonha dos rangidos e estalos daquelas articulações que eram retas, duras e secas. Certo dia, enquanto a boneca dormia, uma borboleta brilhante em formato de clave de sol pousou em sua testa. Atordoada, Tchutchuê acordou com um som diferente daquele que estava habituada a escutar. Não, desta vez não era a batida oca do seu peito; era música! Então, a boneca de madeira se pôs a dançar e cantar, mesmo sem elegância nem harmonia. E quando a estupidez das borboletas que presenciaram aquela cena se avolumou em risos, deboches e ofensas, para súbito silêncio de todos, a boneca riu. Então, Tchutchuê continuou a dançar e cantar rindo, deliciada com seu próprio desalinho desajeitado. Entretanto, com o passar do tempo, a boneca percebeu que precisava mostrar a beleza do seu canto e da sua dança em outros lugares. Assim, resolveu mudar-se para Coité do Nóia, onde se formou em Amorologia Musical na Universidade do Sorriso de Plantão (USP). Dançando com seus novos irmãos, aquela boneca de pau mergulhou no palco que era seu mundo, espalhando amor e música por onde passava.
Esmeralda
Dra. Caminho da magia
Ano(s): 2025/2026
Hospital: Hospital Universitário Professor Alberto Antunes
Dra. Caminho da Magia nasceu numa Vila escondida entre as montanhas azuis, chamada Coitê do Noia - onde a natureza falava baixinho com os corações atentos. Desde pequena, ela via estrelas caindo do céu e se transformando em sementes de luz. Seus pais, curandeiros da vila, logo perceberam que ela tinha um dom raro: conseguia escutar a linguagem da magia.
Aos 5 anos, encontrou uma varinha adormecida entre os galhos de uma árvore ancestral. Quando a tocou, descobriu que seu destino não era apenas praticar magia, mas compreender o caminho dela, ajudando aos outros a compreenderem também, e desde então tem o feito. Caminho da Magia, às vezes, ficava triste porque, desde muito nova, não podia estar em casa com seus pais, pois a sua missão era viver em vários lugares diferentes. Mas, ela entendeu que cada pedaço da sua jornada fazia parte de quem ela era. E foi justamente por ter vivido entre tantos lugares, tantas emoções e tantas versões de amor, que sua magia era tão forte.
Hoje, Caminho da Magia usa o seu jaleco encantado como símbolo de sua missão: mostrar que a verdadeira magia não está só nas varinhas, mas no coração de quem acredita no impossível com coragem e gentileza.
Estefany Nicole Oliveira Bulnes
Acadêmica do curso de Fonoaudiologia da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas - Uncisal
Dra. Cora Tum
Ano(s): 2024/2025
Hospital: Hospital Metropolitano de Alagoas
Filha do seu Átrio e da dona Ventrículo, Cora Tum foi fruto de uma grande paixão. Ela recebeu esse nome pois, todas as vezes que seus pais se encontravam, o coração deles batia mais forte fazendo tum tum. Quando Cora Tum foi crescendo, os seus pais resolveram se mudar para cidade vizinha chamada Coité do Nóia. Lá, Cora Tum começou a estudar na Universidade Sorriso de Plantão (USP), onde, aos sábados, ela embarca em um Trem muito divertido com os seus irmãos palhaços e passam por diversas estações levando alegria. Atualmente, Cora Tum está se graduando em Sorrisologia e pensa em se especializar em Amorologia para distribuir muitos sorrisos e continuar fazendo os corações baterem mais forte em cada estação por onde for.
Ester Guimarães Santana
Acadêmica do curso de Terapia Ocupacional da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas - Uncisal
Dra. Art Attack
Ano(s): 2022/2023, 2023/2024, 2024/2025
Hospital: Hospital da Criança
Art Attack nasceu em um local muito pacato e sem cores. As pessoas que viviam lá não gostavam de diversão, mas Art sempre foi diferente. Ela era alegre e gostava de fazer brincadeiras, mas ninguém queria brincar. Certo dia, encontrou uma caixa escondida e, dentro dela, havia vários materiais artísticos coloridos. Com eles, a palhacinha começou a fazer as suas próprias criações, porém, os cidadãos do lugar preto e branco não gostaram do colorido. Por isso, a caixa havia sido escondida. Assim que começou a se entristecer, viu algo incrível: um arco-íris! Era tão colorido e brilhante que decidiu ver de onde tinha saído. No final do arco-íris, estava a Universidade Sorriso de Plantão (USP), em Coité, onde encontrou os palhaços doutores que viriam a ser seus irmãos. Assim como ela, todos adoravam fazer os outros felizes, espalhando sorrisos por todos os lugares. Art decidiu entrar na USP e se formou Tintalogia, tornando-se a Dra. Art Attack. Voltou para seu local de origem e o coloriu com sorrisos. E agora, todo dia tem diversão. Ela passou a viajar de Trem com os seus irmãos palhaços doutores, que iluminam o rosto de todos com a alegria. Art gosta de tudo que é muito colorido e brilhante, além de adorar criar brinquedos e inventar histórias. A sua maior paixão é espalhar felicidade por meio da imaginação, criatividade e das cores que se misturam, transformando-se em arte.
Esthefany Rocha
Acadêmica do curso de Terapia Ocupacional da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas - Uncisal
Dra. Velaris
Ano(s): 2024/2025, 2025/2026
Hospital: Hospital Universitário Professor Alberto Antunes
Em uma terra muito distante, empoleirada em uma cadeia montanhosa congelada de estrelas, existe um território cheio de magia e beleza chamado de corte noturna, que é governado por uma corte tão gentil e bondosa que era conhecida como corte dos sonhos. Lá, nasceu uma princesa que tinha o dom de contar histórias. Ela nasceu na noite mais longa do ano e seu nome foi dado em homenagem à capital da corte dos sonhos, Velaris, a cidade da Luz estelar. Com o tempo, Velaris foi crescendo e o seu dom de contar histórias foi um acalento para muitos corações na corte noturna. Isso chamou a atenção de seus pais que propuseram um acordo no qual ela, quinzenalmente, aos sábados, visitaria uma cidade bem distante da corte noturna para contar histórias e espalhar a magia da cidade estelar. Em troca, ela encontraria inúmeros sorrisos que há muito tempo não viam razão para sorrir de novo. Essa situação acendeu algo no coração de Velaris e ela, de imediato, aceitou o acordo, fazendo nascer em seus punhos uma marca de arabesco desenhado - sinal e magia de um acordo feito na corte noturna. Então, a princesa se mudou para o Coité do Noia, lugar onde encontrou uma nova família. Agora, ela viaja com seus irmãos espalhando alegria e amor por essas terras nunca antes vistas.
Eurides Vitória Viana do Nascimento
Acadêmico do curso de Enfermagem da Universidade Federal de Alagoas - UFAL
Dra. Uni
Ano(s): 2025/2026
Hospital: Hospital Geral do Estado de Alagoas
Numa dobra delicada do Universo, entre uma estrela cadente e o brilho tímido de uma lágrima feliz, existia uma constelação chamada Carinhonídea, formada só por estrelas curiosas. Formada a partir de um pó cósmico raro que misturava brilhos de supernovas, gotinhas de empatia de cometas antigos e fiapos de sonhos adormecidos, nascia uma estrelinha chamada Uni. Era uma estrela única, com olhos que brilhavam mais quando via alguém sorrir. Desde pequena, Uni adorava observar os planetas e suas histórias. Mas, diferente das outras estrelas que só sabiam brilhar de longe, ela queria descer, chegar perto, tocar. Queria entender o que fazia um planeta sorrir, o que apagava o brilho de uma lua ou fazia um cometa mudar de rumo. Certo dia, ao atravessar a Nebulosa dos Desejos Gentis, Uni escutou um chamado vindo de um lugar muito especial: Coité do Nóia. Lá, crianças e adultos esperavam por um raio de esperança. Sentindo um comichão no coração estrelar, Uni deixou sua órbita e caiu do céu, aterrissando direto na Estação do Trem Sorriso de Plantão. Na Universidade Sorriso de Plantão (USP), Uni estudou “Galáxias da Gargalhada”, “Nebulosas do Acolhimento” e “Física do Abraço Apertado”. Hoje, ela viaja com seus amigos palhaços pelo Universo dos hospitais, usando seu telescópio encantado para ver além das dores, suas estrelinhas coloridas para iluminar quartos silenciosos e seu sorriso para lembrar que, mesmo nos momentos escuros... ninguém brilha sozinho.
Evelyn Carla Correia dos Santos
Acadêmica do curso de Medicina da Universidade Federal de Alagoas - Ufal
Dr. Pitiribas
Ano(s): 2023/2024
Hospital: Hospital Metropolitano de Alagoas
Dr. Pitiribas nasceu há 9 anos no mundo das fadas, onde habitam fadas, duendes, bruxas e
gnomos. Assim que nasceu, foi designado como o duende dos sonhos, sendo responsável por
levar os humanos para passear no mundo das fadas enquanto eles dormem. Dr. Pitiribas
sempre foi amado por todos do seu Reino, até que começou a perceber que nariz começou a
crescer e ficar vermelho. Depois de um tempo percebendo que era o único ali com o nariz
redondo e vermelho, recebeu um convite para se mudar para o Coité do Nóia, onde conheceria
vários outros seres com nariz grande e vermelho parecido com o seu. Logo que chegou, Dr.
Pitiribas foi adotado e recebeu a missão de avisar pessoalmente a todos ao seu redor que
prestassem mais atenção nos seus sonhos, pois ele sempre esteve ali, levando-as para passear
e conhecer os riachos doces. O vale das fadas é o lugar em que as pessoas têm o poder de voar
junto com as fadas, fora todo o resto do mundo das fadas que era um mundo mágico.
Felipe Amorim
Acadêmico do curso de Medicina da Universidade Federal de Alagoas - Ufal
Dr. Teclinha
Ano(s): 2022/2023
Hospital: Hospital da Criança
Era uma vez um garoto. Um garoto muito curioso e que vinha pensando sobre o quão interessante a vida era. Existia música, brincadeiras, jogos, histórias e tantas outras coisas divertidas a serem feitas! Ele foi se aventurando de categoria em categoria e, apesar de ter adorado todas, achou a música a mais interessante. Depois de um tempo aprendendo sobre música, ele encontrou uma escaleta mágica que tinha a habilidade de cativar as pessoas ao seu redor e, com o decorrer do tempo, foi ficando cada vez melhor nisso, alegrando-se e alegrando a todos. Tornou-se reconhecido, pois tocava a sua escaleta mágica nos mais diversos lugares, atraindo atenção de crianças, adultos e idosos, tanto com melodias consagradas quanto com melodias novas. Um dia, uma das pessoas gritou "Dr. Teclinha, me dê um autógrafo!" O garoto perguntou: Por que Dr. Teclinha? E ele respondeu: Porque você ajuda a nos divertir com a escaleta, servindo como uma espécie de terapia! Foi aí então que ele viu a importância do que estava fazendo e se mudou para Coité do Nóia para ingressar na Universidade Sorriso de Plantão (USP), onde se tornou, verdadeiramente, um Dr, formando-se em Batidas e Teclas Terapêuticas
Felipe Braga
Acadêmico do curso de Medicina da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas - Uncisal
Drª. Fêhlizbela
Ano(s): 2015/2016
Hospital: Hospital Geral do Estado de Alagoas
Drª. Fêhlizbela nasceu no campo da cidade de Coité do Nóia. Sua família vem de uma geração de flores. Sua mãe é uma flor, que se chama Florisbela e seu pai é um cravo que se chama Fêhlizbelo.
Fêhlizbela é uma flor sonhadora que sempre sonhou em fazer faculdade na USP (Universidade Sorriso de Plantão) e cursa Besteirologia Palhacita Ambiental. Ela ama ser flor, ama sua família e todos os seus irmãos e principalmente ser uma palhaça doutora. Ama fazer as crianças sorrirem e para ela o melhor da vida é ser feliz e plantonear ao sábados para as crianças mais fofas desse jardim! Ops, do mundo!!
Fernanda Alves
Estudante do curso de Fonoaudiologia da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas - UNCISAL.
Em um belo dia, no formigueiro do Coité do Nóia, a formiga Felicidade fez um grande festa. No meio de tanta emoção, a formiga Alegria conheceu a formiga Risonho, que lhe deu um sorriso e nasceu Piriá (uma formiga palhaça, risonha e alegre), que sou eu.
Fernanda Ferraz
Estudante do curso de Medicina da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas - UNCISAL.
Drª. Patassaura
Ano(s): 2015/2016, 2016/2017
Hospital: Hospital Escola Dr. Hélvio Auto
Era uma vez uma caverna escondida no Vale Encantado de Coité do Noia, onde foi encontrado um enorme ovo pré-histórico vindo diretamente do Período Jurássico. Deste ovo nasceu a palhacinha Patassaura, da espécie Risontossauro-Rex, que é um pouco atrapalhada mas muito doce e de bom coração. Seus pais, Patão e Patinha, criaram Patassaura com muito amor junto de seus irmãos Petrúcio, Espora e Little Foot. Ela cresceu, cresceu bastante, e se tornou Palhaça Doutora formada em Besteirologia na USP (Universidade Sorriso de Plantão). Especializada em Risadomania, é trabalhadora assídua do carinho e da alegria e adora a companhia de seus amiguinhos e irmãos palhaços.
Fernanda Rezende
Acadêmica do curso de Psicologia da Universidade Federal de Alagoas - UFAL.
Dr. Lampiãozinho
Ano(s): 2025/2026
Hospital: Santa Casa de Misericórdia de Maceió - Unidade Farol
O Palhaço do Chapéu de Couro Mágico e o Cordel Encantado
Lampiãozinho nasceu no sertão, onde o chão é quente, o céu é largo e a poesia se espalha feito poeira na estrada. Desde menino, aprendeu a rir mesmo quando a vida apertava, e a transformar cada dia num pedaço de cordel. Levava sempre consigo dois objetos inseparáveis: o chapéu de couro mágico, herança do avô, e uma cuscuzeira de alumínio, simples, mas querida, que fazia questão de carregar. O chapéu não só o protegia do sol, mas também guardava dentro de si um cordel encantado, feito de fios invisíveis, que cresciam e se trançavam conforme Lampiãozinho caminhava pelo mundo, vivendo, errando, acertando e sorrindo. Um dia, decidiu sair do interior e se aventurar na capital, levando seu chapéu, sua cuscuzeira e o coração cheio de vontade de ser feliz. Assim, andou, como todo bom viajante nordestino, cantando:
“Minha vida é andar por esse país…”
E no meio da travessia, entre feiras, praças e hospitais, descobriu um lugar onde sua alegria cabia inteira: a Universidade do Sorriso de Platão (um espaço onde palhaços de hospital se formavam e aprendiam a transformar dor em riso, silêncio em festa). Foi ali que Lampiãozinho percebeu que a magia do seu chapéu não era só para si: era um presente que ele compartilhava cada vez que puxava um fio invisível de cordel e criava uma nova história para quem precisava. Mas não pense que, só porque andava entre hospitais, sua vida perdeu a alegria. Não! Lampiãozinho carregava também no peito o compasso do forró, a dança da sua terra, que aprendeu com os tios nas noites de festa. O Forró era mais que música: era movimento, era resistência, era jeito de caminhar. Por onde passava, o passo de Lampiãozinho parecia sempre ensaiar um arrasta-pé, mesmo nos corredores cinzas do hospital. E assim, Lampiãozinho foi entendendo que sua viagem não tinha só um destino, mas um sentido: ser ponte entre o sertão e a cidade, entre a saudade e a esperança, entre a dor e o riso. O chapéu seguia firme, sempre puxando novos fios de cordel, que ele entregava como presentes invisíveis a quem cruzava seu caminho. A cuscuzeira, vez ou outra, fazia alguém rir só por vê-la ali, tão simples, tão sertaneja. E o forró… ah, o forró seguia pulsando no seu corpo, lembrando que, mesmo longe de casa, ele sempre levava o sertão dentro de si.
E assim, Lampiãozinho segue: palhaço, viajante, poeta, forrozeiro…
Tecendo o seu cordel encantado, com um chapéu de couro mágico na cabeça, uma cuscuzeira no braço e o coração aberto para fazer o mundo sorrir.
Fernando Alonso de Freitas Oliveira
Acadêmico do curso de Fisioterapia da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas - Uncisal
Dr. Genial
Ano(s): 2023/2024
Hospital: Hospital Universitário Professor Alberto Antunes
Eu nasci de uma explosão... Pois é, uma EXPLOSÃO!
Meu pai, o Dr. Einstein, e a minha mãe, a Dra. Curie, foram os mais brilhantes
cientistas da sua época, quiçá de toda a história. Eles descobriram coisas e mais
coisas, ganharam um monte de prêmios.
Certa vez, eles receberam uma carta sem remetente. Foi um acaso tê-la encontrado
dentre a pilha de correspondências que dois grandes cientistas recebiam. Contudo,
por um acaso do destino, eles se depararam com aquela carta. Dentro dela
constavam uma meia dúzia de palavras, escritas em letra cursiva de quem parecia
não ter muita habilidade com caligrafia. As palavras eram: “Mas e o amor, o que é?”.
A pergunta ecoou na cabeça dos meus pais como nenhuma outra jamais ecoou. As
duas mentes mais geniais que o mundo já vira foram arrebatadas por uma pergunta
que, à primeira vista, aparentava ser simples, mas que parecia não ter uma resposta
correta.
Os dois trocavam olhares, mal piscavam, até que minha mãe, em tom de sussurro,
disse: o amor é música! Meu pai, surpreso, sinalizou um pequeno sorriso e disse: o
amor é família! Eles não pararam mais... e a cada resposta dada à pergunta mais
o tom subia e mais animados eles ficavam. O amor é cuidado... é esperança... é
persistência... é completude... é dança... é alegria... é companheirismo... é
gentileza... é carinho...
Naquela apoteose de ressignificação, houve uma explosão de conhecimento sobre
o amor... e eu nasci!
E não podia ser diferente, puxei aos meus pais. Desde a escola, sou o que chamam
de criança superdotada. Enquanto os meus amigos queriam brincar de bola, eu
estava traçando metas para as minhas novas pesquisas. E eu pesquiso de tudo:
DNA de unicórnios descobertos dentro de pedras congeladas, fadas que habitam a
nossa microbiota...
Não demorou muito até que eu fosse convidado para a melhor faculdade do planeta,
a Universidade Sorriso de Plantão (USP), em Coité do Nóia. Aqui, eu estudo
Genialidades Musicalmente Efervescentes, e já tenho doutorado em Descobertas
Mirabolantes.
Eu posso não ter descoberto coisas tão importantes quanto os meus pais e posso
até não saber significar o que é o amor precisamente, mas, pelo menos, eu tenho
certeza que ele salva, digo, cria vidas!
Filipe José
Acadêmica do curso de Medicina da Universidade Federal de Alagoas - Ufal
Drª. Blush
Ano(s): 2017/2018
Hospital: Hospital Geral do Estado de Alagoas
Nascida na Maquilância, Drª. Blush, filha do Dr. Pó da Felicidade e da Drª. Base do Amor, tinha o sonho de sair pelo mundo espalhando luz, cor, alegria e diversão.
O tempo foi passando até que seus pais decidiram viajar para Coité do Nóia, onde ela conheceu a USP (Universidade Sorriso de Plantão), na qual ela teve a chance de se especializar em Besteirologia, encantando todos com seu brilho iluminador, delineado fascinante, retocando e recuperando o sorriso dos pequeninos.
Francyne Flor
Acadêmica de Fonoaudiologia da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas - UNCISAL